sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fumando um "careta"

A maior causa de Câncer no Brasil é o tabaco. A cada três casos, um tem relação direta com o fumígero. O que mais mata é o de pulmão, que tornou-se popular após a segunda guerra mundial (com minúscula mesmo), com a popularização e disseminação da cultura de fumar através do cinema e do marketing agressivo associado a práticas prazerosas.



Se você fuma e bebe em exagero, suas chances aumentaram consideralvelmente. Se fuma, bebe, come em demasia e tem postura sedentária, triplicou as possibilidades. Você reflete pelo menos três desses hábitos? Então, tem um grande potencial cancerígeno.

Existe um movimento mundial de combate aos fumantes passivos (vide as proibições recentes) e também da mentalidade, entre outros, já que as bitucas são grandes poluentes de águas
Obviamente este não é um post combativo e não tem interesse nenhum, até porque já sabemos esses riscos todos. Trata-se apenas de um texto inspirado na entrevista de Drauzio Varella para o Roda Viva, excelente, aliás.



Por que as pessoas usam drogas desde sempre?
Acho que é pra sair da realidade. A realidade é opressora. E você tem um passe de mágica ao sair dessa realidade, um prazer enorme que a droga dá, pois a droga dá prazer, é isso que temos que ensinar pras crianças. Essa coisa de dizer pra criança: droga mata! Não se deve falar assim, porque aí o menino fuma um baseado e fica feliz, passa horas na calma, na tranquilidade. E aí ele vai raciocinar, droga não mata, estavam mentindo! (... continua nos 17:06) 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Delírios matinais

Conheço quase tudo ali: a curva do polegar direito, as unhas vermelhas e curtas, o jeito de dançar, tipo estou muito louca e quero fritar os pés na pista, a altura do cabelo no ombro, a roupa colorida, o pano com bolinhas na cabeça E esse jeito de colocar a mão no nariz, a risada exagerada, o bocejar com gritinho, o jeito como esfrega os olhos de sono. Os olhos de ressaca. O modo de andar meio de joelhos tortos, a orelha mole, o hálito inconfundível e o cheiro da nuca. O abraço, os seios rígidos, as pintas...

Mas, não passava de ficção, sonhos, dejavus e tudo aquilo que ainda estava impregnado lá dentro, bem fundo, no meu corpo.

domingo, 24 de abril de 2011

A revolução da chatice

O Bruno Nogueira escreveu artigo interessante e crítico sobre atual mudança nos rumos do Ministério da Cultura, com a gestão de Ana de Hollanda. Pra quem só ouvir frases jogadas no twitter, esse é o momento, ainda que eu não concorde com a opinião, por exemplo, sobre a inocência do movimento #FicaJuca. Confira alguns trechos:


Sob um olhar frio, este é um ministério que sequer escoa dinheiro para nenhuma área. O MinC não patrocina, somente isenta os impostos de uma proporção mínima (4% por empresa) em favor de um suposto incentivo a participação privada na produção cultural nacional. Os poucos recursos que saem da Funarte não se equiparam nem a um escândalo menor de mensalinho.


Se os cientistas políticos não entendem que o alarde acontece porque o dinheiro público é o único que promove a cultura no país e que mesmo através da Rouanet, o Ministério da Cultura se transformou na maior gravadora de discos do país; do outro lado, os artistas não conseguem entender que o governo Lula acabou (assim, em negrito, para tentar criar impacto). Quem votou em Dilma pensando em Lula, viu barba e dedos a mais quando não devia na nova presidente.